quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

FORMATURA DO 1º CURSO PREPARATÓRIO PARA DISCIPULADORES E CONFRATERNIZAÇÃO DE FINAL DE ANO 2011

No dia 24/09/2011 tivemos a alegria de concluir o nosso curso preparatório para discipuladores, ministrado em nossa igreja, Assembléia de Deus em Jd. Helena, Min. Brás-SP, ministrado pelo Ev. Alan Gomes de Sá, com participação do grupo de evangelismo e discipulado de nossa igreja.

Foi uma grande alegria ver o comprometimento de nossos irmãos com a causa do Senhor Jesus Cristo, e o despertar de um compromisso com evangelismo e missões na vida de nossos irmãos, levando o "Ide e Fazei Discipulos" conforme Jesus ensinou, a prioridade de suas vidas.

Agradecemos ao Pr. Natanael e ao ministério de nossa igreja, pelo apoio e oportunidade nesse departamento. Agradecemos ao Dc. Antonio Kobashigawa (acho que é assim que escreve rs) e sua esposa Nilza, a irmã Márcia T. Raso, e a cada irmão deste grupo.

Neste ano de 2012, querendo Deus, haverá novas edições deste curso.

Foram muitos os gigantes que tivemos de enfrentar nesse ano que passou, dificuldades imensas mas que não foram suficientes para impedir a vontade de Deus na vida de cada um dos irmãos comprometidos em sua obra. A semente do evangelho é regada com oração e lágrimas diante do Senhor, em intercessão para salvação e transformação de vidas, e podemos nos alegrar com a colheita de novas vidas que nasceram de novo em Cristo Jesus.

Também ficará a suadade de nossos irmãos que partiram para o Senhor, com a esperança de nos revermos novamente na eternidade.

Queremos agradecer a cada irmão que participou e se empenhou nesse ano que passou, orando, contribuido e indo conosco. Aprendemos muito neste 2011 e nossa oração neste ano de 2012 é que possamos viver uma grande colheita de vidas para o Senhor Jesus Cristo.

Deus em Cristo Jesus continue abençoando a todos poderosamente!

 Ev. Alan G. de Sá
www.manejandobemapalavradaverdade.blogspot.com

NA ESCOLA DA ORAÇÃO (DESENVOLVENDO UMA VIDA DE COMUNHÃO COM DEUS). Lucas 22.39-46.

LIÇÃO 12: NA ESCOLA DA ORAÇÃO (DESENVOLVENDO UMA VIDA DE COMUNHÃO COM DEUS). Lucas 22.39-46.



OBJETIVO: Levar o Novo Convertido, mostrando biblicamente, a ter uma vida de oração, conscientizando-o sobre sua importância e valor para sua saúde e crescimento espiritual. Podemos também acrescentar nossos próprios testemunhos de respostas de oração durante nosso discipulado.



O texto acima fala sobre a oração que Jesus Cristo fez em um dos momentos mais difíceis de seu ministério, que foi pouco antes de sua prisão e consequente crucificação. Podemos ver algumas coisas importantes neste texto sobre a vida de oração de Jesus que devemos aprender e fazer, pois somos seus discípulos, seus seguidores, por exemplo: A oração deve ser costumeira (Lc 22.39) era costume de Jesus orar ali, não apenas de vez em quando; A oração de Jesus era para que Deus fizesse a Sua vontade (Lc 22.42); Devemos orar para não entrar em tentação (Lc 22.46). Os discípulos admiravam a vida de oração de Jesus e pediram que Jesus os ensinasse a orar (Lc 11.1). Mas algumas perguntas vêm a nossa mente e a bíblia nos traz as respostas: O que é oração? Por que orar? Como e onde orar?

O que é oração?

Pode ser definida assim: Oração é a comunicação pessoal com Deus. É uma definição muito ampla, pois abrange tudo, desde nossa oração com pedidos pessoais, intercessão, adoração, até os indicativos da resposta divina para nós.

Por que Deus quer que oremos?

Não oramos para que Deus descubra as nossas necessidades, pois Jesus disse: “... Deus, vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6.8). Se a Palavra de Deus diz assim, então por que Deus quer que oremos? Podemos listar três motivos Bíblicos:

A oração exprime nossa confiança em Deus e é um meio pela qual nossa confiança nele pode crescer. Devemos orar com fé em Deus e em seu caráter (Mt 6.9; Lc 11.9-12; Lc 11.13; Mt 21.22; Mc 11.24; Tg 1.6-8; 5.14-15)

Deus quer que o amemos e tenhamos com Ele comunhão. A oração sem dúvia aprofunda a nossa comunhão com Deus, que deseja que o amemos e tenhamos comunhão com ele (Gênesis 5.21-24; Hebreus 11.5-6)

Na oração, Deus permite que nós, suas criaturas, nos envolvamos em atividades de importância eterna. Quando oramos, a obra do reino avança. Dessa forma, a oração oferece-nos a oportunidade de nos envolver de modo significativo, na obra do reino. (Mt 9.38; Lc 18.1-8).

Como e onde Orar?

Podemos orar de joelhos (Efésios 3.14). Muitos consideram esta a melhor maneira de conversar com Deus, pois demonstra humildade, reverência e submissão. Podemos orar de pé (2 Cronicas 20.5,6), Deitado (2 Reis 20.2,3). Podemos orar no templo (Mt 21.13), em particular (Mt 6.6), em família (At 12.5-12). Também podemos lembra que a oração pode ser feita ao levantar-se, ao deitar-se, enfim, em todo tempo (1 Tessalonicenses 5.17).

Deus nos concede vitória através da oração.

Nas tentações (Mateus 4) Jesus é o maior exemplo.

Nas enfermidades e nas dificuldades (Atos 27.34)

NÃO PODEMOS ESQUECER QUE A ORAÇÃO EFICAZ É POSSÍVEL POR INTERMÉDIO DE NOSSO MEDIADOR JESUS CRISTO: 1 Timóteo 2.5; Hb 4.14-16.

Nós podemos orar em nome de Jesus (João 14.13-14; 16.23-24; Ef 5.20). Se nos apresentamos em nome de alguém, isso significa que a outra pessoa nos deu permissão para que nos apresentássemos com a autoridade dela, não com a nossa. Então, dizer “em nome de Jesus” ao final da oração, quer dizer que oramos com a autorização dEle, crendo no seu caráter.

Que sejamos praticantes da oração para nossa edificação espiritual, no templo, em casa com a família, a sós com Deus, demonstrando nosso amor e crescendo em comunhão com Ele.

Ev. Alan



 
BIBLIOGRAFIA:

Teologia Sistemática, Wayne Grudem.

Discipulado para Novos Convertidos, revista CPAD

APRESENTANDO O PLANO DE DEUS PARA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE.

LIÇÃO 11: APRESENTANDO O PLANO DE DEUS PARA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE.
(João 3.16)



“Jesus te ama”. Esta talvez seja uma das frases que mais usamos na evangelização. Porém por não entendermos ou não explicarmos o significado deste amor, esta frase é recebida com muito descaso por muitas pessoas. Entretanto, quando alguém recebe a Cristo, é dever do discipulador explicar a ele o significado deste amor, bem como responder outras perguntas que surgem como, por exemplo, “por que de seguir a Cristo?” ou “Por que Jesus morreu por nossos pecados?” Estas e outras perguntas começam a ser respondidas quando apresentamos o plano de Deus para a salvação da humanidade. Os tópicos a seguir, apesar de serem discutidos e desacreditados pelos homens, são tidos como fato pela Palavra de Deus:

1ºFATO: SOMOS CRIADOS POR DEUS (Gn 1.26-27)

Esse Deus nos ama, não quer que nenhum de nós se perca, mas que todos tenhamos a vida eterna.


2ºFATO: TODOS NÓS SOMOS PECADORES (Gn 3.1ss; Rm 3.23-24; 5.12-21; 6.23.)

Os nossos pecados precisam ser removidos para que tenhamos a vida eterna com Deus.

Pecado é qualquer coisa que Deus nos disse para não fazer, A Bíblia diz que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23).Nossos pecados nos separam de Deus.

3º FATO: JESUS CRISTO É A PROVISÃO DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE

Deus nos amou tanto que enviou à terra Seu Único Filho Jesus Cristo, em forma de homem (João 3.16). Deus fez com que Jesus morresse na cruz para pagar os nossos pecados com o Seu sangue. Ele levou sobre Seu corpo os nossos pecados na cruz para que pudéssemos chegar até Deus (1 Pe 2.24; 3.18).

A Bíblia diz: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). A Bíblia também diz: ”Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

4º FATO: JESUS CRISTO RESSUSCITOU DOS MORTOS (1 Corintios 15. 3-8)

A sua ressurreição mostra que Ele é quem dizia ser: O Filho de Deus! As pessoas sepultaram Jesus numa tumba. Puseram uma enorme pedra como porta, para fechar o sepulcro. Soldados vigiavam o sepulcro. Deus enviou um anjo para retirar a grande pedra e assustar os soldados. Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos! Pouco depois, Deus levou Jesus de volta para os céus. Jesus pagou o preço pelos nossos pecados e venceu a morte.

5º FATO: JESUS É O ÚNICO CAMINHO QUE NOS LEVA A DEUS (ATOS 4.12; 1 TIMÓTEO 2.5,6)

Jesus disse na Bíblia: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). Através de Jesus, podemos obter o perdão de todos os nossos pecados e ficar com Deus para sempre.

6º FATO: PRECISAMOS NOS ENTREGAR À JESUS CRISTO PARA TERMOS VIDA ETERNA Entretanto, somente saber estas coisas não é suficiente! Devemos decidir colocar nossa fé em Jesus – confiar que Ele pode nos salvar dos nossos pecados.

Se não tomarmos o passo de confiar em Jesus, os nossos pecados não serão perdoados (Hb 4.2). A Bíblia diz que quem crê em Jesus tem a vida eterna e não é condenado. Mas quem não crê em Jesus já está condenado, e a ira de Deus está sobre ele (Jo 3.16,18,36). O castigo do pecado é a morte, mas a vida eterna através de Jesus é um presente gratuito de Deus (Romanos 6.23; 8.1)

Pode ser que ao apresentar o plano da salvação, exista alguém que queira se decidir por Jesus Cristo, ou até mesmo a pessoa que está sendo discipulada queira se entregar de coração para Jesus, (pode ser que ela ao ir a frente, queria apenas uma oração) então pergunte: Você quer confiar em Jesus agora mesmo e ser salvo? (se a resposta for SIM, continue)

A Bíblia diz: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10.9). Eu posso ajudar você a fazer uma oração a Deus. Mas lembre-se: não é pelo fato de dizer estas palavras que você estará salvo. Deus está olhando para o seu coração, para ver a verdadeira fé em Jesus. (Ore com o novo convertido e depois mostre a Ele o que a Bíblia diz sobre todos aqueles que creram em Jesus Cristo e se entregaram a ele-os crentes em Jesus):

Se você tomar este passo de crer em Jesus Cristo hoje, o que a Bíblia diz a seu respeito é: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (Jo 1.12). Jesus disse também: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.27,28). Ver também João 5.24.

AO FALARMOS DO PLANO DA SALVAÇÃO PODEMOS DAR UMA BREVE INTRODUÇÃO PARA OS PRÓXIMOS PASSOS DO DISCIPULADO: Passos para os que seguem a Cristo!

AME a Deus e a todas as pessoas.

"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-40).

ESTUDE a Bíblia (a Palavra de Deus) diariamente.

Comece com o Evangelho de João. Leia um capítulo por dia.

"Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação" (1 Pe 2.2).

"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (Jo 14.23).


ORE a Deus constantemente.

Em oração, você pode agradecer, adorar a Deus e pedir Sua ajuda. Pode também confessar seus pecados e orar por outros.

"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Fp 4.6,7).

REÚNA-SE regularmente com outros cristãos.

Deus manda que os cristãos se reúnam regularmente para adorá-lo, orar, estudar a Bíblia e ajudar aos outros.

"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações..." (Hb 10.25).

CONTE a outros as boas noticias de Jesus Cristo.

Deus quer que contemos às outras pessoas como podem ter a vida eterna com Deus ao confiar em Jesus Cristo para salvá-los dos seus pecados. "E disse-lhes [Jesus]: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).

Observação: todos esses passos podem ser utilizados com o evangecube!

Ev. Alan


www.evangelismoitaquerao.blogspot.com

Referências:

BIBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, CPAD.
www.e3resources.org /Editora Elim www.editoraelim.com.br

ALVOS PARA O TREINAMENTO DO DISCIPULO

LIÇÃO 10: ALVOS PARA O TREINAMENTO DO DISCIPULO

Ao iniciar um discipulado, existem ensinos fundamentais que não podem ser deixados de lado do ensino do novo-convertido. O próprio texto de Hebreus 6.1-3 nos dá a entender que na igreja primitiva havia ensinos fundamentais ministrados aos novos convertidos. Podemos listar outros alvos para serem alcançados no discipulado cristão:
  • Apresentando o Plano de Deus Para Salvação da Humanidade
  • Oração (Desenvolvendo uma vida de comunhão com Deus)
  • O Discípulo e o Caminho do Discipulado.
  • O Discípulo e a Palavra de Deus/
  • O Discípulo Conhecendo ao Deus verdadeiro.
  • O Discípulo Conhecendo seu mestre: Jesus Cristo/
  • O Discípulo Conhecendo o seu Consolador: O Espírito Santo.
  • O Discípulo e sua decisão consciente para o Batismo
  • O Discípulo e sua família espiritual: A igreja.
  • O Discípulo e a Ceia do Senhor
  • O Discípulo e a esperança da Volta de Jesus.
  • O Discípulo e a tentação/
  • Satanás: O que a Bíblia fala sobre nosso inimigo espiritual
  • O Discípulo fazendo discípulos (o dever de evangelizar).

COMO PREPARAR UM ENCONTRO PARA ESTUDO BÍBLICO

LIÇÃO 9: COMO PREPARAR UM ENCONTRO PARA ESTUDO BÍBLICO: (1 Tm 4.15-16).


As orientações a seguir têm como objetivo direcionar o visitante e discipulador a preparar um estudo bíblico para ministrar nos lares, ajudando os novos convertidos e irmãos que estão se reconciliando a crescerem na graça e conhecimento do Senhor, alimentando as suas (e as nossas almas) com a Palavra de Deus. Para termos um estudo bíblico nos lares com a benção de Deus, precisamos seguir os passos como se seguem:

1. Antes de prepararmos o estudo, precisamos orar. Devemos buscar direção e sabedoria do Senhor para interpretarmos a Palavra Dele de forma correta, para não dizermos e ensinarmos o que Ele não falou e ensinou.

2. O bom visitante e discipulador ao meditar em um texto da Palavra de Deus, irá interpretar o texto perguntando sempre em que contexto ele foi escrito; à quem foi dirigido originalmente; qual era o contexto daquela situação que esta narrada nas escrituras; se possível, entender a situação política daquele texto, enfim seu contexto histórico, para podermos, direcionados pelo Senhor, aplicá-lo corretamente nas nossas vidas e de nossos irmãos;

3. Devemos ter em mente que uma ministração da Palavra nos lares é diferente de uma ministração na igreja. Enquanto na igreja os ouvintes têm uma atitude passiva, de apenas ouvir, nos lares há uma interação, onde não só apenas falamos, mas deixamos também espaço para a outra pessoa comentar e perguntar sobre o assunto estudado. Devemos deixar o ouvinte expor suas dúvidas, porém tomando sempre o cuidado de evitarmos o assunto mudar de rumo, ou inverter os papéis.

4. Devemos, ao expor a Palavra nos lares, falarmos de modo mais claro e simples possível. De modo que não deixemos dúvidas. Não precisamos usar palavras difíceis. O evangelho é simples. Além disso, não estamos dando aula de teologia, mas expondo a Palavra de Deus para edificação dos irmãos e da nossa.

5. Vale lembrar de que ao expor a Palavra de Deus nos lares, devemos ser o mais objetivo possível, pois não é pelo muito falar que alcançaremos o nosso objetivo. Também se falarmos muito, haverá muita coisa para a pessoa visitada ou discipulada guardar. Estamos alimentando com leite e depois, gradativamente vamos “mudando a dieta”. Apesar de todos estes conselhos, vale lembrar: fale apenas o que Deus te O direcionar.

6. Relacionado aos temas de estudos: O bom pregador do evangelho observa, sensibilizado pelo Espírito de Deus, as necessidades do povo que está a sua volta. Apesar de importante, temas como “quantos versículos e capítulos têm a bíblia” ou “se a bíblia fala de dinossauros ou não” e etc, dificilmente vá salvar alguém. É melhor ficarmos com a mensagem de “Cristo e este crucificado.”

7. Além disso, há muitas necessidades entre as pessoas: libertação, tentação, depressão, problemas conjugais, comportamento sexual, etc. E a palavra de Deus fala sobre cada assunto. Qualquer dúvida, nós estamos aqui para ajudar e aprendermos juntos. Também aceitamos sugestões sobre temas para os encontros.

Deus continue vos abençoando e usando poderosamente para Sua glória;

Grupo de evangelismo, visita e discipulado Assembléia de Deus Jd. Helena.

A VIDA DO DISCIPULADOR LIÇÃO 7.

LIÇÃO 7 - A VIDA DO DISCIPULADOR


1 Corintios 10.31-11.1.



Nesse texto Paulo fala sobre a responsabilidade e a consciência de que tinha de viver de modo que não desse escândalo nem aos judeus e gentios, que eram povos que deviam ser levados a Cristo, bem como a igreja de Deus. O que norteava seu comportamento era Cristo. Ele era seu imitador, era discípulo de Jesus.

Através de seu exemplo, podemos trazer alguns ensinos que podem nos ensinar a sermos bons discipuladores:

O Discipulador deve ele mesmo ser um discípulo do Senhor Jesus Cristo: (1 Coríntios 11.1). Como podemos ensinar sobre um Jesus que não conhecemos e estamos sujeitos? (Mt 7. 21-27; 1 Co 9.26-27).


O Discipulador deve sempre buscar uma vida de oração: Mt 26.40,41; At 4.29-31; Cl 4.2-4; Fp 4.6-7.

O Discipulador deve ser fiel: 1 Co 4.1-2. Deve ser fiel a Deus e também a pessoa que está discipulando, sem contar os seus segredos que te confidencia e também não fica fazendo fofoca da vida dos outros. Tem que ter maturidade, expressar o caráter de Cristo Jesus (Gálatas 5.22)

O Discipulador deve ter compaixão das almas: Mt 9.35-38; Atos 17.15-16. Nossa compaixão é demonstrada desde o interesse em buscar as vidas levando-as a Cristo, bem como em nosso comportamento com ela. Até mesmo nosso falar e vestuário demonstram compaixão.

O Discipulador deve ter a consciência de falar o evangelho com simplicidade (2 Coríntios 11.3). O Evangelho é simples!

O Discipulador deve ter a consciência que devemos levá-los a serem discípulos de Cristo, não nosso: O significado de discipulado, ser um imitador e seguidor de Cristo esteve desde o princípio da igreja (Atos 11.19-26 a primeira vez que os discípulos de Cristo foram chamados cristãos, depois de terem sido ensinados por Saulo e Barnabé).


Ev. Alan G. Sá

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CURSO PREPARATÓRIO PARA DISCIPULADORES LIÇÃO 6: A EDUCAÇÃO CRISTÃ E A ESSÊNCIA DO DISCIPULADO

LIÇÃO 6: A EDUCAÇÃO CRISTÃ E A ESSÊNCIA DO DISCIPULADO
“João 6.45 nos mostra que quando a conversão nasce do ensino e não apenas da pregação, os resultados são certos e perenes. Paulo deixou claro que, prioritariamente, a função das Escrituras é o ensino do povo de Deus (Rm 15.4)” [1]

Não é muito difícil perceber, que a relação do ensino e o seu papel no cumprimento da Grande Comissão, não é ativa e verdadeiramente eficaz, mesmo na era da informação fácil, através de internet e a maior existência dos programas evangélicos, desde as correntes mais tradicionais até as pentecostais e neopentecostais ocupando um maior espaço na TV aberta. Mesmo levando em consideração que em muitas igrejas ainda existe o abençoado departamento da escola bíblica dominical, que segundo historiadores, foi iniciado por Robert Raikes, que viveu entre 1785-1811, iniciando este trabalho com as crianças de cortiços na Inglaterra, e hoje é ainda referência de ensino em muitas denominações cristãs. O ensino cristão ainda não tem desempenhado o seu papel de modo eficaz mesmo na era moderna, onde há cultos de ensinos, seminários teológicos, cursos de reciclagem para professores da EBD e numa época em que a literatura evangélica tem atingido um impressionante espaço.
Por quê? Apesar deste maravilhoso contexto que a igreja evangélica moderna brasileira vive, grande parte dela apresenta uma séria deficiência na área de educação cristã, manifesta em pelo menos três áreas, e que afeta diretamente o desempenho bíblico da grande comissão, que podem ser assim delimitados para melhor entendimento: 1) O conteúdo do ensino apresentado; 2) O individualismo cristão e 3) Uma compreensão errada no objetivo da educação cristã.
O CONTEÚDO DO ENSINO APRESENTADO
Basta uma rápida observação dos programas evangélicos cristãos da igreja moderna, para constatarmos que há uma discrepância do ensino de determinadas denominações evangélicas e os ensinos fundamentais da Palavra de Deus. Uma hermenêutica incorreta dos textos sagrados tem dado base para justificar biblicamente as filosofias humanas e seus desejos pessoais. Diante deste quadro temos ouvido alguns ensinos que levam o cristão a uma vida alienada dos princípios bíblicos, como por exemplo, em um destes programas de TV, uma pregadora ensinava que as promessas que Deus tinha prometido para Abraão eram riquezas materiais e como nós somos hoje filhos de Abraão, temos sim a promessa para ficar ricos, como tentativa de justificar a teologia da prosperidade. Na maioria dos púlpitos evangélicos, vemos que o conteúdo dos ensinos tem sido deficiente, levando em conta que biblicamente, a pregação contém ensino, como vemos, por exemplo, em Jesus e nos apóstolos. Muitos pregadores da igreja evangélica moderna trocam a mensagem bíblica por “emocionalismos” e “palavras de bênçãos” e “palavras de vitória” que mais mexem com o ego e as emoções dos ouvintes.
A ausência do ensino cristão arma o palco para a apostasia. (ver Hb 6.1ss) [2]

            Até mesmo nos hinos, que são outra forma de transmitir um ensinamento, são carentes de base bíblica, e cheias de um triunfalismo que transformam o SENHOR E DEUS num mero cedente dos desejos dos crentes.
            É urgente um retorno ás Escrituras. O ensino faz parte da ordem de Jesus para cumprirmos a grande comissão, com o objetivo de fazermos discípulos:
Portanto, ide, ensinai todas as nações,... Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. [3]

            Podemos ensinar através de palavras, pelas mensagens dos hinos, até mesmo pelo nosso exemplo, mas o conteúdo deste ensino deve ser bíblico, evangélico e cristocêntrico.  A mensagem de Jesus e dos apóstolos, bem como da igreja primitiva, apesar de estar inserida em um contexto sócio-cultural, era evangélica e cristocêntrica. Jesus Cristo e seus ensinamentos nunca podem deixar de ser à base do ensino cristão, pois este tem por objetivo fazer discípulos do Senhor Jesus Cristo, e não de qualquer líder ou denominação. No discipulado cristão deve haver um ensino claro e verdadeiro das Escrituras em temas quanto ao pecado, o plano da salvação, da pessoa de Cristo, Espírito Santo, justificação, perseverança em meio ao sofrimento, a esperança do crente, santificação, enfim, tudo relacionado à pessoa de Jesus Cristo e sua obra:
E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo. [4]
           
            Esta negligência dos pentecostais com o ensino, por exemplo, é histórica. Rick Nañez em seu livro Pentecostal de coração e mente, mostra de forma contundente que as raízes do antiintelectualismo pentecostal vêm desde seu fundador, Charles Parham, que recusava outro tipo de ensinamento ou comentário ou interpretação de estudiosos históricos na exposição bíblica. Ele via todos aqueles antes dele como indignos de confiança em termos de ensino doutrinário e exposição bíblica.[5] Sua escola, a Bethel Bíble School, fundada em 1900, tinha em seu currículo basicamente da leitura da Bíblia e de apresentação de comentários pessoais sobre vários textos bíblicos. Este tipo de pensamento ainda é presente na vida de muitos cristãos pentecostais e neopentecostais que quando são confrontados com a necessidade de conhecer e estudar as doutrinas das Escrituras Sagradas se esquivam respondendo “eu aprendo com o Mestre” ou “Teologia deixa o crente frio irmão” ou ainda “É o Espírito Santo que me revela a palavra”. Este modo de pensar tem levado os cristãos a darem mais valor as suas experiências pessoais, do que aos ensinamentos da Palavra de Deus. Como fazer discípulos de Jesus Cristo baseando-se apenas nas experiências espirituais e individuais? Sem dúvida o povo de Deus ainda hoje se perde por falta de conhecimento[6], e isto está presente na mensagem e ensinamentos de grande parte da igreja evangélica atual.
INDIVIDUALISMO
            Outro fator que podemos listar como ‘pedra de tropeço’ do verdadeiro papel do ensino no cumprimento da Grande Comissão é o individualismo.  Não é individualidade – o caráter especial, particularidade ou originalidade de uma pessoa -, mas individualismo – conduta egocêntrica, onde o indivíduo se considera como a realidade mais essencial ou elevada.
            Este tipo de comportamento é abundantemente presente no cristianismo atual, podendo ser atribuído aos ensinamentos atuais onde a teologia da prosperidade e o egocentrismo tem estado constantemente presentes nas mensagens evangélicas de grande parte da igreja moderna. É também característica da maioria dos membros das grandes igrejas, das massas, dos grandes ajuntamentos e reuniões, que logo após o término das reuniões, cada um segue a sua vida. Não existe aquela comunhão. É também conseqüência do próprio comportamento de muito de seus líderes que ministram ao povo em grandes reuniões ou em seus programas de rádio e TV, porém são acessíveis apenas a um seleto grupo, longe da maioria dos membros das denominações que representam.
            Este comportamento expresso por tais líderes influenciam seriamente na vida de seus membros, que passam a adotar atitudes semelhantes e deixam de participar de uma vida de comunhão, onde uns aos outros se exortam e levam as “cargas uns dos outros” [7] no caminho da fé e do discípulo cristão.
            Creio que se estivesse vivo hoje, Richard baxter (1615-1691) seria um verdadeiro João Batista pregando no deserto contra o modo como o ministério pastoral é exercido por muitos nos dias de hoje, sobre tudo em relação ao ensino cristão. Ele exerceu um importante ministério de ensino na Inglaterra, em Kidderminster, um vilarejo com cerca de 2 mil pessoas e em torno de 800 lares, “um povo ignorante, rude e dado a folia”[8] que foi abençoada com seu ministério pastoral de aconselhamento pessoal e discipulado, dando uma grande contribuição para melhorar a prática da instrução pessoal. Baxter podia com autoridade incentivar através de seu exemplo outros pastores seguirem seu exemplo na prática do ministério pastoral. Exortações como estas eram dadas aos seus alunos no ministério pastoral, que parecem profecias dos tempos que vivemos hoje:
“Irmãos, se a salvação das almas for realmente a sua missão para a glória de Deus, certamente desejarão realizá-la tanto no púlpito quanto fora dele. (...) Entretanto, se os senhores apenas almejam o ministério do púlpito, não serão ministros exceto quando estiverem pregando. Nesse caso, não serão dignos do respeito devido aos ministros de Cristo.” [9]

“Em vez do ajuntamento de tantos pastores sem Igreja nos grandes centros, providenciariam mais pastores nas Igrejas, a fim de permitir o trabalho mais pessoal e familiar. Enquanto houver tantos pastores carnais que pretendem ser “donos” de Igrejas, os líderes eclesiásticos não terão maior motivo para ajudar no trabalho de Deus e serão tentados por tais pastores mundanos a manter suas posições abastadas e confortáveis, em prejuízo da Igreja.”[10]

            Baxter não estava sendo extraordinário. Apenas seguia o exemplo deixado nas escrituras sagradas. Basta ver como Jesus gastava tempo no preparo de seus discípulos em particular e não apenas dos doze:

“E quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. E ele disse-lhes: A vós vos é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora essas coisas se dizem por parábolas” [11]


            E este ministério do ensino ele deixou como parte principal da Grande Comissão, para que os apóstolos e conseqüentemente a sua Igreja ensinassem a observar tudo o que ele tinha ordenado (Mt 28.20). E depois do pentecostes, vemos que eles seguiram este mandamento fielmente. Pedro foi proibido de ensinar em nome de Jesus, ordem que ele não obedeceu (At 4.18; 5.21, 24). Paulo também tinha um admirável ministério de ensino, como vemos em diversas passagens do livro de Atos dos Apóstolos bem como em suas demais epístolas, porém podemos ter, por exemplo, desse zelo pessoal pelo discipulado e ensino, o conselho que ele dá ao seu discípulo Timóteo, sobre o defender e ensinar a Palavra, ante a sua iminente execução:
“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes, participa das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus,... para o que foi constituído pregador e apóstolo, e doutor dos gentios; por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia. Conserva o modelo das palavras que de mim tens ouvido, na fé e na caridade que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.” [12]

            Oremos para que o Senhor da seara nos dê este coração, assim como levante obreiros para sua obra com este espírito. Através de obreiros com este coração na obra de Deus, a igreja terá exemplos de pessoas que seguem os ensinamentos bíblicos sobre o discipulado, e poderá cumprir o seu papel socializador no ingresso do novo convertido à igreja.
ERRADA COMPREENSÃO DO OBJETIVO DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
            A educação cristã não tem o objetivo apenas de transmitir conhecimentos teológicos para os seus ouvintes, porém tem o objetivo de levarem-nos a uma mudança de vida, a ensiná-los a viverem o cristianismo. Ser discípulo de Cristo, não se resume apenas em ter um bom conhecimento teológico, porém viver imitando o Senhor Jesus, seguindo os seus passos:
 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado... (Mateus 28.20)
Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante o varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. (Tiago 1.21-24).
            A educação cristã será eficaz no discipulado, quando o conteúdo deste ensino for bíblico, e a comunhão entre os irmãos servir neste propósito de transmitir as verdades da Palavra de Deus através da comunhão e do ensino e exemplo pessoal, tendo em vista que o objetivo principal do discipulado não é apenas uma transmissão de conhecimentos, mas levar o novo convertido a viver um cristianismo puro e simples, fundamentado na Palavra de Deus, no imitar a Jesus Cristo, o verdadeiro discipulado cristão.
Ev. Alan G. de Sá


[1] DORNAS, Lécio. Vencendo os inimigos da Escola Dominical. 2ª edição. São Paulo: Hagnos, 2002, p.17.
[2] CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 7ª edição, São Paulo: Hagnos, 2004, p.390.
[3] Mateus 28.19-20.
[4] Atos 5.42.
[5] NAÑEZ, Rick. Pentecostal de coração e mente: um chamado ao dom divino do intelecto. São Paulo: Editora Vida, 2007, p.104.


[7] Gálatas 6.2
[8] BAXTER, Richard. Manual pastoral de discipulado. 1ªed. São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p.9
[9] Idem, p.47.
[10] Idem, p.162.
[11] Marcos 4.10-11.
[12] 2 Timóteo 1.8, 11-14.